(Fernando Pessoa, Poesia (1902–1917), p. 324)
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21 março 2013
Dia Mundial da Floresta
Uma árvore é Deus todo.
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Deus
02 fevereiro 2013
Dia Mundial das Zonas Húmidas
PAUIS
Pauis que roçarem ânsias pela minh’alma em ouro...
Dobre longínquo de Outros Sinos... Empalidece o louro
Trigo na cinza do poente... Corre um frio carnal por minh’alma...
Tão sempre a mesma, a Hora!... Baloiçar de cimos de palma...
Silêncio que as folhas fitam em nós... Outono delgado
Dum canto de vaga ave... Azul esquecido em estagnado...
Oh que mudo grito de ânsia põe garras na Hora!
Que pasmo de mim anseia por outra coisa que o que chora!
Estendo as mãos para além, mas ao estendê-las já vejo
Que não é aquilo que quero aquilo que desejo...
Címbalos de Imperfeição... Ó tão antiguidade
A hora expulsa de si-Tempo!... Onda de recuo que invade
O meu abandonar-me a mim próprio até desfalecer,
E recordar tanto o Eu presente que me sinto esquecer!...
Fluido de auréola, transparente de Foi, oco de ter-se...
O Mistério sabe-me a eu ser outro... Luar sobre o não conter-se...
A sentinela é hirta — a lança que finca no chão
É mais alta do que ela... Pra que é tudo isto?... Dia chão...
Trepadeiras de despropósito lambendo de Hora os Aléns!
Horizontes fechando os olhos ao espaço em que são elos de erro...
Fanfarras de ópios de silêncios futuros... Longes trens...
Portões vistos longe... através das árvores... tão de ferro!...
(Fernando Pessoa, Poesia (1902–1917), pp. 213–214)
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* Fernando Pessoa (ortónimo),
Ambiente/Natureza
26 dezembro 2012
8 anos do tsunami do Oceano Índico, que matou mais de 230 mil pessoas (2004)
Puseste a crença num Deus justo e bom.
Foi esse Deus que te matou teu filho?
Foi esse Deus que te matou teu filho?
(Fernando Pessoa, Poesia (1918–1930), p. 193)
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11 dezembro 2012
Dia Internacional das Montanhas
A montanha por achar
Há-de ter, quando a encontrar,
Um templo aberto na pedra
Da encosta onde nada medra.
O santuário que tiver,
Quando o encontrar, há-de ser
Na montanha procurada
E na gruta ali achada.
A verdade, se ela existe,
Ver-se-á que só consiste
Na procura da verdade,
Porque a vida é só metade.
Há-de ter, quando a encontrar,
Um templo aberto na pedra
Da encosta onde nada medra.
O santuário que tiver,
Quando o encontrar, há-de ser
Na montanha procurada
E na gruta ali achada.
A verdade, se ela existe,
Ver-se-á que só consiste
Na procura da verdade,
Porque a vida é só metade.
(Fernando Pessoa, Poesia (1931–1935 e não datada), p. 352)
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23 dezembro 2011
De presentes, sim...
Quem tem as flores não precisa de Deus.
(Alberto Caeiro, Aforismos e afins, p. 68)
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14 setembro 2011
144 anos da publicação do volume I de O Capital, de Karl Marx (1867)
[...] Uma pedra não tem na ponta da língua (que aliás não possui) tudo o que afinal Karl Marx nunca disse ou quis dizer.
(Fernando Pessoa, Escritos Autobiográficos, Automáticos e de Reflexão Pessoal, p. 373)
07 julho 2011
88 anos da morte de Guerra Junqueiro (1923)
[...] O Junqueiro não é um poeta. É um amigo de frases. Tudo nele é ritmo e métrica. A sua religiosidade é uma léria. A sua admiração da natureza é outra léria. [...]
(Alberto Caeiro entrevistado por Alexander Search, Poemas Completos de Alberto Caeiro, p. 214)
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17 junho 2011
Dia Mundial de Luta contra a Seca e a Desertificação
Grandes são os desertos e tudo é deserto,
Salvo erro, naturalmente.
Salvo erro, naturalmente.
(Álvaro de Campos, Poesia, 140, p. 429)
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29 março 2011
Hábitos de leitura
I have outgrown the habit of reading. I no longer read anything except occasional newspapers, light literature and casual books technical to any matter I may be studying and in which simple reasoning may be insufficient.
The definite type of literature I have almost dropped. I could read it for learning or for pleasure. But I have nothing to learn, and the pleasure to be drawn from books is of a type that can with profit be substituted by that which the contact with nature and the observation of life can directly give me.
[ Deixei para trás o hábito da leitura. Já não leio nada excepto um ou outro jornal, literatura ligeira e, ocasionalmente, livros técnicos relativos a qualquer matéria que esteja a estudar e em que o simples raciocínio possa ser insuficiente.
A literatura propriamente dita quase abandonei. Podia lê-la por aprendizagem ou por prazer. Mas não tenho nada a aprender, e o prazer que se obtém dos livros é de um género que pode ser substituído com proveito pelo que o contacto com a natureza e a observação da vida me podem proporcionar directamente. ]
The definite type of literature I have almost dropped. I could read it for learning or for pleasure. But I have nothing to learn, and the pleasure to be drawn from books is of a type that can with profit be substituted by that which the contact with nature and the observation of life can directly give me.
(Fernando Pessoa, “Personal Notes”,
Escritos Autobiográficos, Automáticos e de Reflexão Pessoal, p. 136;
em inglês no original)
Escritos Autobiográficos, Automáticos e de Reflexão Pessoal, p. 136;
em inglês no original)
[ Deixei para trás o hábito da leitura. Já não leio nada excepto um ou outro jornal, literatura ligeira e, ocasionalmente, livros técnicos relativos a qualquer matéria que esteja a estudar e em que o simples raciocínio possa ser insuficiente.
A literatura propriamente dita quase abandonei. Podia lê-la por aprendizagem ou por prazer. Mas não tenho nada a aprender, e o prazer que se obtém dos livros é de um género que pode ser substituído com proveito pelo que o contacto com a natureza e a observação da vida me podem proporcionar directamente. ]
(“Notas Pessoais”, p. 137; trad. Manuela Rocha)
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21 março 2011
Dia Mundial da Árvore
Metafísica? Que metafísica têm aquelas árvores
A de serem verdes e copadas e de terem ramos
E a de dar fruto na sua hora, o que não nos faz pensar,
A nós, que não sabemos dar por elas.
Mas que melhor metafísica que a delas,
Que é a de não saber para que vivem
Nem saber que o não sabem?
A de serem verdes e copadas e de terem ramos
E a de dar fruto na sua hora, o que não nos faz pensar,
A nós, que não sabemos dar por elas.
Mas que melhor metafísica que a delas,
Que é a de não saber para que vivem
Nem saber que o não sabem?
(Alberto Caeiro, “O Guardador de Rebanhos, V”, Poemas Completos de Alberto Caeiro, p. 48)
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16 novembro 2010
Dia Nacional do Mar
O mar é a religião da Natureza.
(Fernando Pessoa, Aforismos e afins, p. 30)
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Religião
21 março 2010
Dia Mundial da Árvore

«O Guardador de Rebanhos»
Pintura de Gaudenzio Nazario (1994)
Pintura de Gaudenzio Nazario (1994)
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22 abril 2009
Dia da Terra
Se eu pudesse trincar a terra toda
E sentir-lhe um paladar,
E se a terra fosse uma coisa para trincar
Seria mais feliz um momento...
E sentir-lhe um paladar,
E se a terra fosse uma coisa para trincar
Seria mais feliz um momento...
(Alberto Caeiro, “O Guardador de Rebanhos, XXI”,
Poemas Completos de Alberto Caeiro, p. 71)
Poemas Completos de Alberto Caeiro, p. 71)
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Terra
Gaia
Só a Natureza é divina, e ela não é divina...
(Alberto Caeiro, “O Guardador de Rebanhos, XXVII”,
Poemas Completos de Alberto Caeiro, p. 77)
Poemas Completos de Alberto Caeiro, p. 77)
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Terra
11 abril 2009
Construção selvagem
Deixem ver o Portugal que não deixam ver!
(Álvaro de Campos, Poesia, 21, p. 145)
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