(Fernando Pessoa, Da República (1910–1935), 118, p. 363)
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15 dezembro 2012
221 anos da aprovação da “Bill of Rights” (Carta dos Direitos), conjunto das 10 primeiras Emendas à Constituição dos Estados Unidos (1791)
Por liberalismo legitimamente se entende aquele critério das relações sociais pelo qual cada homem é considerado como livre para pensar o que quiser e para o exprimir como quiser ou pôr em acção como entender, com o único limite de que essa acção não tolha directamente os iguais direitos dos outros à mesma liberdade.
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06 novembro 2012
Eleições americanas
[...] As próprias eleições, dada a complexidade e o custo do maquinismo eleitoral, nunca podem ser vencidas senão por partidos eleitoralmente organizados. O eleitor não escolhe o que quer; escolhe entre isto e aquilo que lhe dão, o que é diferente. Tudo é oligárquico na vida das sociedades. [...]
(Álvaro de Campos, Páginas Íntimas e de Auto-Interpretação, 415)
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19 fevereiro 2012
539 anos do nascimento de Nicolau Copérnico (1473)
[...] Nem nos vale o valermo-nos do argumento (que o não é senão para os mistificadores que inventaram a democracia) [que] daria como falsa a ideia de que a terra gira à roda do sol, quando a não tinha senão Copérnico, e a humanidade em geral tinha a contrária. [...]
(Fernando Pessoa, Textos Filosóficos, vol. II, p. 246)
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18 dezembro 2011
1 ano da auto-imolação do tunisino Mohamed Bouazizi, início de uma série de protestos e revoluções pelo Médio Oriente e Norte de África (2010)
Eh-lá-hô revoluções aqui, ali, acolá,
(Álvaro de Campos, “Ode Triunfal”, Poesia, 8, p. 88)
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25 novembro 2011
36 anos do golpe militar que pôs fim ao PREC, Processo Revolucionário em Curso (1975)
Todo o grande partido político de oposição, ou seja, todo o partido de oposição que adquire vulto bastante para subverter um regime ou parte dele, se forma com a congregação de três elementos distintos, e não está completo, nem apto para efectuar o intuito, em torno do qual se gerou, senão quando efectivamente congrega todos esses elementos.
Esses três elementos são: um pequeno grupo de idealistas cujas ideias se infiltram abstractamente por vária gente inactiva; um grupo maior de homens de acção, atraídos pelos elementos activos e combativos do partido, e já distante psiquicamente de todo o idealismo propriamente dito; um grupo máximo de indivíduos violentos e indisciplinados, uns sinceros, outros meio sinceros, outros ainda pseudo-sinceros, que, por sua própria natureza de indisciplinados e violentos, ou desadaptados do meio, naturalmente se agregam a toda a fórmula Política que está numa oposição extrema.
Quando o regime ou fórmula, que assim formou partido, conquista o poder, desaparecem os idealistas, pelo menos na sua acção, que acabou historicamente com a realização; assumem o poder os homens práticos, os anónimos derivados dos idealistas e os mais elementos. Agregam-se, formando com estes últimos um pacto instintivo, os que querem comer do regime real. Tal é a história de todas as revoluções; por alto que seja o ideal de onde se despenharam, vêm sempre ter ao mesmo vale da sordidez humana.
Forma-se uma ditadura de inferiores. Um período revolucionário é sempre uma ditadura de inferiores.
Esses três elementos são: um pequeno grupo de idealistas cujas ideias se infiltram abstractamente por vária gente inactiva; um grupo maior de homens de acção, atraídos pelos elementos activos e combativos do partido, e já distante psiquicamente de todo o idealismo propriamente dito; um grupo máximo de indivíduos violentos e indisciplinados, uns sinceros, outros meio sinceros, outros ainda pseudo-sinceros, que, por sua própria natureza de indisciplinados e violentos, ou desadaptados do meio, naturalmente se agregam a toda a fórmula Política que está numa oposição extrema.
Quando o regime ou fórmula, que assim formou partido, conquista o poder, desaparecem os idealistas, pelo menos na sua acção, que acabou historicamente com a realização; assumem o poder os homens práticos, os anónimos derivados dos idealistas e os mais elementos. Agregam-se, formando com estes últimos um pacto instintivo, os que querem comer do regime real. Tal é a história de todas as revoluções; por alto que seja o ideal de onde se despenharam, vêm sempre ter ao mesmo vale da sordidez humana.
Forma-se uma ditadura de inferiores. Um período revolucionário é sempre uma ditadura de inferiores.
(Fernando Pessoa, “Interregno”, Da República (1910–1935), 128, p. 383)
15 setembro 2011
Dia Internacional da Democracia
Contra a democracia invoca-se, em primeiro lugar, o argumento da ignorância das classes cujo voto predomina, porque seja maior o seu número. Mas como os sábios divergem tanto como essas classes, não parece haver vantagens na ciência para elucidação dos problemas. Onde há, sem dúvida, vantagens para a ciência é na escolha dos homens que devem governar; ora é precisamente isso que o voto escolhe. O povo não é apto a saber qual a direcção que a política pátria deve tomar em tal período; mas os homens cultos também não o sabem, pois que divergem em tal ponto. Mas o que os homens cultos sabem, e o povo não sabe, é avaliar de competências para certos cargos. Propriamente, só financeiros é que sabem avaliar qual o indivíduo que melhor geriria as finanças de um povo; só militares, qual o melhor indivíduo para ministro da Guerra.
(Fernando Pessoa, “A Democracia”, Sobre Portugal — Introdução ao Problema Nacional, 22, pp. 126–127)
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25 novembro 2010
Golpe militar põe fim ao PREC, Processo Revolucionário Em Curso (1975)
A única utilidade das revoluções é serem destrutivas, e tornar patente a necessidade da construção; é serem anárquicas, e tornarem patente a necessidade da ordem; é serem sempre estrangeiras, e estimularem, por reacção, a acção contra-revolucionária, sempre nacional.
(Fernando Pessoa, “O Preconceito Revolucionário”, Ultimatum e Páginas de Sociologia Política, 46, p. 254)
13 maio 2010
93 anos da primeira “aparição” de Fátima (1917)
Fátima é o nome de uma taberna de Lisboa onde às vezes... eu bebia aguardente.
Um momento... Não é nada disso... Fui levado pela emoção mais que pelo pensamento, e é com o pensamento que desejo escrever.
Fátima é o nome de um lugar da província, não sei onde ao certo, perto de um outro lugar do qual tenho a mesma ignorância geográfica mas que se chama Cova de qualquer santa. Nesse lugar — em um ou no outro — ou perto de qualquer deles, ou de ambos, viram um dia umas crianças aparecer Nossa Senhora, o que é, como toda a gente sabe, um dos privilégios infinitos a que se não parte a corda. Assim diz a voz do povo da província e A Voz sem povo de Lisboa. Deve portanto ser verdade, visto que é sabido que a voz das aldeias e A Voz da cidade de há muito substituíram aquelas velharias democráticas que se chamam, ou chamavam, a demonstração científica e o pensamento raciocinado. Depois de terem passado os últimos rastros do a que o sr. Léon Daudet chamou «o estúpido século dezanove» — embora seu pai houvesse florescido e o mesmo Léon nascido em plena estupidez —, as normas do pensamento e da verificação voltaram à sua normalidade medieval; e assim como passou a haver «liberdades» em vez de «liberdade», assim também passou a haver crenças em vez de crença, fés em vez de fé, e vários outros plurais ainda mais singulares.
O deplorável facto de que uma menina chamada Bernadette Soubirous se antecipara — e no estúpido etc! — a esta notável visão do celestial terrestrizado, despe-nos um pouco o manto, e um pouco nos entorta a coroa, da novidade. Enfim sempre era mesmo de uma Nossa Senhora geograficamente (e cronologicamente) diferente. Já o Chevalier de Cailly perguntava, no século ante-estúpido (o dezoito), dado que sempre que escrevia qualquer coisa, descobria que a Antiguidade a já havia dito, por que não teria essa tal Antiguidade vindo depois dele, pois então teria ele escrito primeiro.
Seja como for, o facto é que há em Portugal um lugar que pode concorrer e vantajosamente com Lourdes. Há curas maravilhosas, a preços mais em conta; há peregrinações que dispensam o comboio (criação do estúpido etc!), e quando, de vez em quando essa reminiscência da Idade Média — a camionete — se volta e alguém morre, há sempre o Diabo a quem acusar — diabolis ex machina —, quando se não queira, por um critério mais objectivo e científico (vide Alfredo Pimenta) reconhecer verdadeiros culpados a magos e bruxos que, como toda a gente sabe, formam o grosso da Maçonaria e da Associação do Registo Civil.
O negócio da religião a retalho, no que diz respeito à Loja de Fátima, tem tomado grande incremento, com manifesto êxtase místico da parte de hotéis, estalagens e outro comércio desses jeitos — o que, aliás, está plenamente de acordo com o Evangelho, embora os católicos não usem lê-lo — não vão eles lembrar-se de o seguir! Com efeito diz-se no Evangelho [de Mateus 6:31–33], cuidando-se de bens materiais, «Buscai-vos o Reino de Deus e todas essas coisas vos serão acrescentadas».
É certo que quem vai a Fátima não vai lá buscar o Reino de Deus, mas o da Nossa Senhora da região — aquela em que está aberto vinho novo. Deus, como se sabe, foi já substituído, sendo o Céu agora governado em regime soviético. Nossa Senhora — a de Lourdes e (ou) a de Fátima — é (place aux femmes!) Comissária do Povo da Saúde Pública. Daí as curas na policlínica da Cova da Iria.
Um momento... Não é nada disso... Fui levado pela emoção mais que pelo pensamento, e é com o pensamento que desejo escrever.
Fátima é o nome de um lugar da província, não sei onde ao certo, perto de um outro lugar do qual tenho a mesma ignorância geográfica mas que se chama Cova de qualquer santa. Nesse lugar — em um ou no outro — ou perto de qualquer deles, ou de ambos, viram um dia umas crianças aparecer Nossa Senhora, o que é, como toda a gente sabe, um dos privilégios infinitos a que se não parte a corda. Assim diz a voz do povo da província e A Voz sem povo de Lisboa. Deve portanto ser verdade, visto que é sabido que a voz das aldeias e A Voz da cidade de há muito substituíram aquelas velharias democráticas que se chamam, ou chamavam, a demonstração científica e o pensamento raciocinado. Depois de terem passado os últimos rastros do a que o sr. Léon Daudet chamou «o estúpido século dezanove» — embora seu pai houvesse florescido e o mesmo Léon nascido em plena estupidez —, as normas do pensamento e da verificação voltaram à sua normalidade medieval; e assim como passou a haver «liberdades» em vez de «liberdade», assim também passou a haver crenças em vez de crença, fés em vez de fé, e vários outros plurais ainda mais singulares.
O deplorável facto de que uma menina chamada Bernadette Soubirous se antecipara — e no estúpido etc! — a esta notável visão do celestial terrestrizado, despe-nos um pouco o manto, e um pouco nos entorta a coroa, da novidade. Enfim sempre era mesmo de uma Nossa Senhora geograficamente (e cronologicamente) diferente. Já o Chevalier de Cailly perguntava, no século ante-estúpido (o dezoito), dado que sempre que escrevia qualquer coisa, descobria que a Antiguidade a já havia dito, por que não teria essa tal Antiguidade vindo depois dele, pois então teria ele escrito primeiro.
Seja como for, o facto é que há em Portugal um lugar que pode concorrer e vantajosamente com Lourdes. Há curas maravilhosas, a preços mais em conta; há peregrinações que dispensam o comboio (criação do estúpido etc!), e quando, de vez em quando essa reminiscência da Idade Média — a camionete — se volta e alguém morre, há sempre o Diabo a quem acusar — diabolis ex machina —, quando se não queira, por um critério mais objectivo e científico (vide Alfredo Pimenta) reconhecer verdadeiros culpados a magos e bruxos que, como toda a gente sabe, formam o grosso da Maçonaria e da Associação do Registo Civil.
O negócio da religião a retalho, no que diz respeito à Loja de Fátima, tem tomado grande incremento, com manifesto êxtase místico da parte de hotéis, estalagens e outro comércio desses jeitos — o que, aliás, está plenamente de acordo com o Evangelho, embora os católicos não usem lê-lo — não vão eles lembrar-se de o seguir! Com efeito diz-se no Evangelho [de Mateus 6:31–33], cuidando-se de bens materiais, «Buscai-vos o Reino de Deus e todas essas coisas vos serão acrescentadas».
É certo que quem vai a Fátima não vai lá buscar o Reino de Deus, mas o da Nossa Senhora da região — aquela em que está aberto vinho novo. Deus, como se sabe, foi já substituído, sendo o Céu agora governado em regime soviético. Nossa Senhora — a de Lourdes e (ou) a de Fátima — é (place aux femmes!) Comissária do Povo da Saúde Pública. Daí as curas na policlínica da Cova da Iria.
(Fernando Pessoa, “Fátima”, Fernando Pessoa: O Guardador de Papéis, pp. 274–277)
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11 abril 2010
77 anos da entrada em vigor da Constituição de 1933 (Estado Novo)
A República pragmática
Que hoje temos já não é
A meretriz democrática.
Como deixou de ser pública
Agora é somente Ré.
Que hoje temos já não é
A meretriz democrática.
Como deixou de ser pública
Agora é somente Ré.
(Fernando Pessoa, Poesia (1931–1935 e não datada), p. 383)
11 dezembro 2009
Votação do Orçamento de Estado Rectificativo
Eh-lá-hô [...]
Parlamentos, políticas, relatores de orçamentos,
Orçamentos falsificados!
(Um orçamento é tão natural como uma árvore
E um parlamento tão belo como uma borboleta).
Parlamentos, políticas, relatores de orçamentos,
Orçamentos falsificados!
(Um orçamento é tão natural como uma árvore
E um parlamento tão belo como uma borboleta).
(Álvaro de Campos, “Ode Triunfal”, Poesia, 8, p. 85)
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28 outubro 2009
87 anos da “Marcha sobre Roma” do Partido Nacional Fascista de Benito Mussolini (1922)
O problema apresentado pelo fascismo é muito simples, e, na sua essência, não nos é, a nós portugueses, desconhecido. O povo italiano — que é de supor que o seja, e não fascista nem comunista — recebeu há anos, do lado direito da cara, a bofetada do comunismo. O fascismo, para o endireitar, deu-lhe uma bofetada, um pouco mais forte, do lado esquerdo. Não sabemos, nem temos meio de saber, se o povo italiano aprecia mais o ter ficado direito, ou neo-torto, ou as desvantagens faciais do processo empregado. E resta sempre saber, nesta matéria — como cada nova bofetada é sempre mais forte que a anterior, para poder endireitar —, em que altura é que pára a terapêutica equilibradora, e em que estado fica o equilibrado quando o Destino, por fim, se cansa do tratamento.
(Fernando Pessoa, Da República (1910–1935), 114, pp. 357–358)
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15 outubro 2009
Assembleia da República
[...] estalagem onde riem os parvos felizes [...]
(Bernardo Soares, Livro do Desassossego, 200, p. 206)
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07 outubro 2009
60 anos da fundação da República Democrática Alemã (1949)
As cortinas das janelas impediam ver para fora, uma porém [] dum lado mostrava ao longe o azul muito azul do céu, muito azul, muito longe, muito azul, muito de um azul liso, puro e perfeito.
(Marco Alves, Pessoa por Conhecer, vol. II, 25h, p. 43)
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27 setembro 2009
Resultados eleitorais
Que importa àquele a quem já nada importa
Que um perca e outro vença[?]
Que um perca e outro vença[?]
(Ricardo Reis, Poesia, II, 32, p. 64)
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Agora que campanha eleitoral passou...
Volta amanhã, realidade!
(Álvaro de Campos, Poesia, 140, p. 428)
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26 setembro 2009
Dia de reflexão?
O voto popular não é uma manifestação de opinião; é uma expressão de sentimento.
(Fernando Pessoa, Ultimatum e Páginas de Sociologia Política, 55, p. 269)
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24 setembro 2009
Para a classe política que temos, com amor
[...] Todos! todos! todos! Lixo, cisco, choldra provinciana, safardanagem intelectual!
[...]
Agora a política é a degeneração gordurosa da organização da incompetência!
[...]
Agora a política é a degeneração gordurosa da organização da incompetência!
(Álvaro de Campos, “Ultimatum”, Prosa Publicada em Vida, pp. 280/281)
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15 setembro 2009
Dia Internacional da Democracia
O povo é fundamentalmente, radicalmente, irremediavelmente reaccionário. O liberalismo é um conceito aristocrático, e portanto inteiramente oposto à democracia.
(Fernando Pessoa, Escritos Autobiográficos, Automáticos e de Reflexão Pessoal, p. 375)
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12 setembro 2009
Promessas eleitorais
Ficções do Interlúdio
(ed. Fernando Cabral Martins, Lisboa, Assírio & Alvim,
col. Obras de Fernando Pessoa (n.º 5), 1999)
col. Obras de Fernando Pessoa (n.º 5), 1999)
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09 setembro 2009
36 anos da primeira reunião do Movimento dos Capitães (1973), embrião do Movimento das Forças Armadas e do 25 de Abril
Ataquemos pois o que sabemos velho, podre e decadente. A sociedade edificará depois o que haverá de lhe seguir. [...] Destruindo o velho, damos lugar ao novo, seja ele o que for.
(Fernando Pessoa, Pessoa por Conhecer, vol. II, 66, p. 87)
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