Mostrar mensagens com a etiqueta Nascimento. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Nascimento. Mostrar todas as mensagens

30 dezembro 2009

144 anos do nascimento de Rudyard Kipling (1865)

Fora tu, mercadoria Kipling, homem-prático do verso, imperialista das sucatas, épico para Majuba e Colenso, Empire-Day do calão das fardas, tramp-steamer da baixa imortalidade!

(Álvaro de Campos, “Ultimatum”, Prosa Publicada em Vida, p. 279)

25 dezembro 2009

Natal

Nasce um deus. Outros morrem. A Verdade
Nem veio nem se foi: o Erro mudou.

(Fernando Pessoa, “Natal”, Poesia (1918–1930), p. 184)

18 dezembro 2009

12 dezembro 2009

101 anos do nascimento de Manoel de Oliveira (1908)

Terá Manoel de Oliveira filmado Fernando Pessoa?

Citando o blogue Um Fernando Pessoa:
São apenas cerca de 20 segundos, mas estas são, supostamente, as únicas imagens em filme de Fernando Pessoa, filmadas circa 1926 pelo cineasta Manoel de Oliveira, no Porto. Pessoa estaria em companhia de José Régio.

Aqui no Pessoa para todas as ocasiões somos da opinião de que o sujeito em causa não é Fernando Pessoa.


É um heterónimo.

24 novembro 2009

Dia Nacional da Cultura Científica*

Quantas gerações não serão precisas para a libertação, pela ciência, de um povo! Se ainda não foi possível a libertação, pela ciência, dos homens da ciência, e da gente culta!

(Ricardo Reis, Prosa, 81, p. 253)



* Nascimento de Rómulo de Carvalho (1906).

13 outubro 2009

119 anos do “nascimento” de Álvaro de Campos (1890)

foto
Álvaro de Campos (Faculdade de Letras
da Universidade de Lisboa; pormenor)
Painel gravado de José de Almada Negreiros (1961)

17 setembro 2009

159 anos do nascimento de Guerra Junqueiro (1850)

G. Junqueiro? Tenho uma grande indiferença pela obra dele. Já o vi... Nunca pude admirar um poeta que me foi possível ver.

(Bernardo Soares, Livro do Desassossego, AP17, p. 499)

19 junho 2009

386 anos do nascimento de Blaise Pascal (1623)

Pascal era um teólogo em verso, que escreveu em prosa.

(Fernando Pessoa, Textos Filosóficos, vol. I, IV, 46, p. 135)

13 junho 2009

121 anos do nascimento de Fernando Pessoa (1888)

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu era feliz e ninguém estava morto.

(Álvaro de Campos, “Aniversário”, Poesia, 126, p. 403)

22 maio 2009

196 anos do nascimento de Richard Wagner (1813)

É de cavalgada,
É de cavalgada, de cavalgada,
É de cavalgada, de cavalgada, de cavalgada
O ruído, ruído, ruído agora já nítido.

Vejo-as no coração e no horror que há em mim:
Valquírias, bruxas, amazonas do assombro...

(Álvaro de Campos, “Ode Marcial”, Poesia, 23a, p. 147)

28 abril 2009

120 anos do nascimento de Salazar (1889)

Este senhor Salazar
É feito de sal e azar.
Se um dia chove,
A água dissolve
O sal,
E sob o céu
Fica só azar, é natural.

Oh, c’os diabos!
Parece que já choveu...

(Fernando Pessoa, Poesia (1931–1935 e não datada), pp. 379–380)

20 abril 2009

120 anos do nascimento de Adolf Hitler (1889)

Precisar de dominar os outros é precisar dos outros. O chefe é um dependente.

(Bernardo Soares, Livro do Desassossego, 237, p. 235)

16 abril 2009

120 anos do “nascimento” de Alberto Caeiro (1889)

À LA MANIÈRE DE A. CAEIRO


A mão invisível do vento roça por cima das ervas.
Quando se solta, saltam nos intervalos do verde
Papoilas rubras, amarelos malmequeres juntos,
E outras pequenas flores azuis que se não vêem logo.

Não tenho quem ame, ou vida que queira, ou morte que roube.
Por mim, como pelas ervas um vento que só as dobra
Para as deixar voltar àquilo que foram, passa.
Também por mim um desejo inutilmente bafeja
As hastes das intenções, as flores do que imagino,
E tudo volta ao que era sem nada que acontecesse.

(Ricardo Reis, Poesia, II, 47, p. 79;
Fernando Pessoa, Poesia (1918–1930), p. 149)


Nota: Este poema foi publicado duas vezes na colecção Obras de Fernando Pessoa, da Assírio & Alvim, com diferente atribuição de autoria. Ao contrário de vários outros exemplos, onde a divergência na atribuição é assumida pelos especialistas na obra de Fernando Pessoa, neste caso as notas são omissas, pelo que cremos que a repetição não foi detectada pelas organizadoras. De facto, na nota que acompanha a publicação (em 2005) deste poema no segundo volume da poesia de Pessoa ortónimo há a indicação de «Inédito», quando o volume da poesia de Ricardo Reis, onde ele também aparece, é de 2000 — situação duplamente estranha, tendo em consideração que a responsável pela edição deste último (Manuela Parreira da Silva) foi também corresponsável pela edição da poesia ortónima. Como “atenuante”, claro, e que certamente explica muito, há a vastidão da obra e o caos do espólio do poeta.