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21 janeiro 2013

Produtividade nacional

[...] We do not work enough and we pretend to work too much. [...]

(Fernando Pessoa, “Erostratus”, Páginas de Estética e de Teoria e Crítica Literárias, VIII, 35, p. 207;
em inglês no original)



[ [...] Não trabalhamos bastante e fingimos que trabalhamos demasiado. [...] ]

(idem, p. 256; trad. Jorge Rosa)

03 janeiro 2013

Um dia aleatório...

Every day the papers bring me news of facts that are humiliating, [] to us, the Portuguese.

(Fernando Pessoa, Pessoa por Conhecer, vol. II, 49, p. 76; em inglês no original)



[ Todos os dias os jornais me trazem notícias de factos que são humilhantes, [] para nós, Portugueses. ]

(idem, p. 77)

19 novembro 2012

166 anos da fundação do Banco de Portugal (1846)

O Banqueiro Anarquista
Banda-desenhada de Ana Filomena Pacheco
Revista CAIS n.º 131 (Junho 2008)

(Fernando Pessoa, O Banqueiro Anarquista, col. Obras de Fernando Pessoa (n.º 9), 1999)

12 novembro 2012

Visita-relâmpago de Angela Merkel a Portugal

Essa elefantíase da civilização que é a Alemanha, [...]

(Fernando Pessoa, Sobre Portugal — Introdução ao Problema Nacional, 88, p. 238)

10 junho 2012

Dia de Portugal ...

Que jaz no abismo sob o mar que se ergue?
Nós, Portugal, o poder ser.
Que inquietação do fundo nos soergue?
O desejar poder querer.

(Fernando Pessoa, “Tormenta”, Mensagem, Terceira Parte, III, p. 185)

... e das Comunidades Portuguesas

E emigram para voltar, ou para não voltar,
Em navios que os transportam simplesmente.

(Álvaro de Campos, “Nuvens”, Poesia, 88, p. 346)

28 maio 2012

Produtividade nacional

[...] We move very quickly from one point where nothing is being done to another point where there is nothing to do, and we call this the feverish haste of modern life. It is not the fever of hurry, but the hurry of fever.

(Fernando Pessoa, “Erostratus”, Páginas de Estética e de Teoria e Crítica Literárias,
VIII, 35, p. 207; em inglês no original)




[ [...] Movemo-nos rapidamente de um ponto onde nada se faz para outro ponto onde nada há que fazer, e chamamos a isto a pressa febril da vida moderna. Não é a febre da pressa, mas a pressa da febre. ]

(idem, p. 256; trad. Jorge Rosa)

12 abril 2012

1 ano da chegada da Troika UE–FMI–BCE a Portugal (2011)

Pedindo esmola às portas da Alegria.

(Álvaro de Campos, “Opiário”, Poesia, 5, p. 61)

04 abril 2012

83 anos da morte do ex-primeiro ministro João Franco (1929)

EPITÁFIO A JOÃO FRANCO


[] na tua campa
O epitáfio solene que mereces

«Foi melhorando, desde a vida à morte.
Pois será pó, é podridão, foi trampa.»

(Fernando Pessoa, Pessoa Inédito, 205, p. 343)

01 abril 2012

Dia das Mentiras

EH-LÀ!


Acaba de publicar-se o terceiro número de ORPHEU.
Esta revista é, hoje, a única ponte entre Portugal e a Europa, e, mesmo, a única razão de vulto que Portugal tem para existir como nação independente.
Ler ORPHEU é o único acto civilizado que é possível praticar hoje em Portugal, excepto o suicídio com ordem de incineração no testamento.
Comprar ORPHEU é regressar de África. Compreender ORPHEU é ter voltado de lá já há muito tempo.
Comprar ORPHEU é, enfim, ajudar a salvar Portugal da vergonha de não ter tido senão a literatura portuguesa. ORPHEU é todas as literaturas.
À venda em todas as livrarias.
Preço 50 centavos
(em português: 500 réis)

(Fernando Pessoa, Pessoa Inédito, 126, p. 254)

22 março 2012

Greve de 22/03/2012: PSP carrega no Chiado e agride dois jornalistas

Estátua de Fernando Pessoa com colete de jornalista
«± PESSOA JORNALISTA ±»
Fotografia publicada no Facebook pelo artista de intervenção
±MAISMENOS± (Miguel Januário)

13 fevereiro 2012

Piegas... ou «Quem não chora, não mama»?

Lacrimejância inútil, pieguice humana dos nervos,

(Álvaro de Campos, Poesia, 112, p. 182)

14 janeiro 2012

O eterno retorno da polémica anti-Maçonaria

Estreou-se a Assembleia Nacional, do ponto de vista legislativo, com a apresentação, por um deputado, de um projecto de lei sobre «associações secretas». De tal ordem é o projecto, tanto em natureza como em conteúdo, que não há que felicitar o actual Parlamento por lhe ter sido dada essa estreia. Antes que dizer-lhe Absit omen!, ou seja, em português, Longe vá o agouro!

Apresentou o projecto o Sr. José Cabral, que, se não é dominicano, deveria sê-lo, de tal modo o seu trabalho se integra, em natureza, como em conteúdo, nas melhores tradições dos Inquisidores. O projecto, que todos terão lido nos jornais, estabelece várias e fortes sanções (com excepção da pena de morte) para todos quantos pertençam ao que o seu autor chama «associações secretas, sejam quais forem os seus fins e organização».

Dada a latitude desta definição, e considerando que por «associação» se entende um agrupamento de homens, ligados por um fim comum, e que por «secreto» se entende o que, pelo menos parcialmente, se não faz à vista do público, ou, feito, se não torna inteiramente público, posso, desde já, denunciar ao Sr. José Cabral uma associação secreta — o Conselho de ministros. De resto, tudo quanto de sério ou de importante se faz em reunião neste mundo, faz-se secretamente. Se não reúnem em público os Conselhos de ministros, também não o fazem as direcções dos partidos políticos, as tenebrosas figuras que orientam os clubes desportivos ou os sinistros comunistas que tornam os conselhos de administração das companhias comerciais e industriais.

(Fernando Pessoa, “Associações Secretas”, Da República (1910–1935), 132, pp. 391–392)

05 dezembro 2011

Petição «Find the Trunk»

Petição para que a mítica Arca de Fernando Pessoa (vendida em leilão em 2008...) seja encontrada e, se possível, recuperada pelo Estado português.

petiçãowww.findthetrunk.com

10 junho 2011

Dia de Portugal...

O DOS CASTELOS


A Europa jaz, posta nos cotovelos:
De Oriente a Ocidente jaz, fitando,
E toldam-lhe românticos cabelos
Olhos gregos, lembrando.

O cotovelo esquerdo é recuado;
O direito é em ângulo disposto.
Aquele diz Itália onde é pousado;
Este diz Inglaterra onde, afastado,
A mão sustenta, em que se apoia o rosto.

Fita, com olhar esfíngico e fatal,
O Ocidente, futuro do passado.

O rosto com que fita é Portugal.

(Fernando Pessoa, Mensagem, Primeira Parte, I, p. 77)

... e das Comunidades Portuguesas

Como um vapor largando do cais para longa viagem,
Com a banda de bordo a tocar o hino nacional da Alma
Eu largado para X, perturbado pela partida
Mas cheio da vaga esperança ignorante dos emigrantes,
Cheio de fé no Novo, [...]

(Álvaro de Campos, “A Partida”, Poesia, 27c, p. 220)

04 junho 2011

Véspera de eleições

[...] Esta opressão, que todos nós sentimos, esta vergonha de estarmos sendo governados por bacalhoeiros da política, [...]

(Fernando Pessoa, “Carta a um Herói Estúpido”, Da República (1910–1935), 82, p. 195)

22 maio 2011

Início da campanha eleitoral

[...] A política partidária é a arte de dizer a mesma coisa de duas maneiras diferentes. [...]

(Fernando Pessoa, “O Burro e as Duas Margens”, Pessoa Inédito, 270, p. 427)

13 maio 2011

94 anos da primeira “aparição” de Fátima (1917)

O verdadeiro patrono do nosso País é esse sapateiro Bandarra. Abandonemos Fátima por Trancoso.

(Fernando Pessoa, Sobre Portugal — Introdução ao Problema Nacional, 52, p. 177)

01 maio 2011

Dia da Mãe

À Minha Querida Mamã

Eis-me aqui em Portugal
Nas terras onde eu nasci
Por muito que goste delas
Ainda gosto mais de ti.*

(Fernando Pessoa, O Melhor do Mundo São as Crianças, p. 16)


* Provavelmente, o primeiro poema de Fernando Pessoa: está datado de 26/07/1895, quando o poeta tinha apenas 7 anos.