(Fernando Pessoa, Pessoa Inédito, 178, p. 311)
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12 junho 2009
24 anos do Tratado de Adesão de Portugal à CEE (1985)
Temos vivido por empréstimo a vida europeia. Salvo quando fizemos as descobertas, fomos sempre atrás dos últimos.
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10 junho 2009
Dia de Portugal...
Arre, que tanto é muito pouco!
Arre, que tanta besta é muito pouca gente!
Arre, que o Portugal que se vê é só isto!
Arre, que tanta besta é muito pouca gente!
Arre, que o Portugal que se vê é só isto!
(Álvaro de Campos, Poesia, 21, p. 145)
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... e das Comunidades Portuguesas
Sós nas grandes cidades desamigas,
Sem falar a língua que se fala nem a que se pensa,
Mutilados da relação com os outros,
Que depois contarão na pátria os triunfos da sua estada.
Coitados dos que conquistam Londres e Paris!
Voltam ao lar sem melhores maneiras nem melhores caras
Apenas sonharam de perto o que viram —
Permanentemente estrangeiros.
Sem falar a língua que se fala nem a que se pensa,
Mutilados da relação com os outros,
Que depois contarão na pátria os triunfos da sua estada.
Coitados dos que conquistam Londres e Paris!
Voltam ao lar sem melhores maneiras nem melhores caras
Apenas sonharam de perto o que viram —
Permanentemente estrangeiros.
(Álvaro de Campos, “Os Emigrados”, Poesia, 35, p. 256)
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28 maio 2009
83 anos da Revolução de 28 de Maio de 1926
Se a República Portuguesa falhou, não é como República, é como portuguesa.
(Fernando Pessoa, Prosa Publicada em Vida, p. 299)
20 maio 2009
Dia da Marinha
MAR PORTUGUÊS
Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.
(Fernando Pessoa, Mensagem, Segunda Parte, X, p. 147)
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25 abril 2009
25 Abr 1974: Dia da Liberdade
Tardava o dia como a felicidade e àquela hora parecia que também indefinidamente.
(Bernardo Soares, “Paisagem de Chuva”, Livro do Desassossego, 240, p. 237)
24 abril 2009
Movimento das Forças Armadas, 24 de Abril de 1974
Pelo jardim secreto
Na véspera do fim.
Na véspera do fim.
(Fernando Pessoa, “Presságio”, Poesia (1918–1930), p. 264)
18 abril 2009
Os problemas da Educação (entre outros) também passam por aqui...
Que ideias gerais temos? As que vamos buscar ao estrangeiro. Nem as vamos buscar aos movimentos filosóficos profundos do estrangeiro; vamos buscá-las à superfície, ao jornalismo de ideias. E assim as ideias que adoptamos, sem alteração nem crítica, são ou velhas ou superficiais.
(Fernando Pessoa, Sobre Portugal — Introdução ao Problema Nacional, 8, p. 85)
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11 abril 2009
Construção selvagem
Deixem ver o Portugal que não deixam ver!
(Álvaro de Campos, Poesia, 21, p. 145)
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12 março 2009
4 anos de “Governo Sócrates”
O governo assenta em duas coisas: refrear e enganar.
(Bernardo Soares, Livro do Desassossego, 161, p. 176)
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07 março 2009
E Pessoa não viveu para conhecer a televisão...
Ora porra!
Então a imprensa portuguesa é
que é a imprensa portuguesa?
Então é esta merda que temos
de beber com os olhos?
Filhos da puta! Não, que nem
há puta que os parisse.
Então a imprensa portuguesa é
que é a imprensa portuguesa?
Então é esta merda que temos
de beber com os olhos?
Filhos da puta! Não, que nem
há puta que os parisse.
(Álvaro de Campos, Poesia, 22, p. 146)
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17 fevereiro 2009
Ser professor(a), hoje
Não tirei bilhete para [esta] vida,
(Álvaro de Campos, Poesia, 140, p. 427)
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Ciências da Educação e Política Educativa
E romantismo, sim, mas devagar...
(Álvaro de Campos, Poesia, 64, p. 297)
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