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12 novembro 2012

Visita-relâmpago de Angela Merkel a Portugal

Essa elefantíase da civilização que é a Alemanha, [...]

(Fernando Pessoa, Sobre Portugal — Introdução ao Problema Nacional, 88, p. 238)

21 outubro 2012

207 anos da Batalha de Trafalgar (1805)

[...] Também no terceiro período a Inglaterra nada criou de civilizacional; criou a sua própria grandeza e nada mais — visto que a hegemonia europeia tem sido mais sua do que de outra nação no século XIX, conforme o vincaram para a história Nelson, em Trafalgar, e Wellington, em Waterloo.

(Fernando Pessoa, “A Nova Poesia Portuguesa sociologicamente considerada”, Crítica, p. 11)

04 outubro 2012

182 anos da Declaração de Independência da Bélgica (1830)

[...] uma pseudonação como, por exemplo, a Bélgica [...], a que falta, logo de princípio, a base linguística para mostrar ao mundo que tem personalidade. [...]

(Fernando Pessoa, “Catalunha”, Ultimatum e Páginas de Sociologia Política, 19, p. 184)

18 abril 2012

61 anos do Tratado de Paris (1951), embrião da União Europeia

A Europa tem sede de que se crie, tem fome de Futuro!

(Álvaro de Campos, “Ultimatum”, Prosa Publicada em Vida, p. 285)

01 abril 2012

Dia das Mentiras

EH-LÀ!


Acaba de publicar-se o terceiro número de ORPHEU.
Esta revista é, hoje, a única ponte entre Portugal e a Europa, e, mesmo, a única razão de vulto que Portugal tem para existir como nação independente.
Ler ORPHEU é o único acto civilizado que é possível praticar hoje em Portugal, excepto o suicídio com ordem de incineração no testamento.
Comprar ORPHEU é regressar de África. Compreender ORPHEU é ter voltado de lá já há muito tempo.
Comprar ORPHEU é, enfim, ajudar a salvar Portugal da vergonha de não ter tido senão a literatura portuguesa. ORPHEU é todas as literaturas.
À venda em todas as livrarias.
Preço 50 centavos
(em português: 500 réis)

(Fernando Pessoa, Pessoa Inédito, 126, p. 254)

09 dezembro 2011

Alemanha, França e Reino Unido mantêm o impasse na resolução da situação europeia

O que é preciso ter é [...] uma noção do meio internacional, de não ter a alma (ainda que obscuramente) limitada pela nacionalidade. [...] É preciso ter a alma na Europa.

(Fernando Pessoa, Pessoa Inédito, 180, p. 314)

31 dezembro 2010

3287 dias com (poucos) Euros no bolso...

Nunca tive dinheiro para poder ter tédio à vontade.

(Bernardo Soares, Aforismos e afins, p. 24)


frente e verso da velha nota de cem escudos (100$00) com a efígie de Fernando Pessoa

17 novembro 2010

Reunião dos Ministros da Economia e das Finanças (Ecofin) da União Europeia

Homens-altos de Lilliput-Europa, passai por baixo do meu Desprezo!

(Álvaro de Campos, “Ultimatum”, Prosa Publicada em Vida, p. 282)

26 setembro 2010

Dia Europeu das Línguas

Now, taking not only the present but immediate future, in so far as it may be considered as developing on the embryo conditions of our time, there are only three languages with a popular future — English (which has already a widespread hold), Spanish and Portuguese. They are the languages spoken in America, and in so far as Europe means European civilization, Europe is becoming more and more settled in the Western continent. Such languages as French, German and Italian are never anything but European: they have no imperial power. So long as Europe was the world, they held their own, and even triumphed over the other three, for English was insular and Spanish and Portuguese right at the end. But when the world became the earth, the scene shifted.

It is therefore among these three languages that the future of the future will lie.


(Thomas Crosse, Pessoa Inédito, 108, p. 236; em inglês no original)


[ Ora, falando não só do presente mas também do futuro imediato, na medida em que este possa ser considerado como desenvolvendo-se a partir das condições embrionárias do nosso tempo, só há três línguas com um futuro popular — o Inglês (que já tem uma larga difusão), o Espanhol e o Português. São as línguas faladas na América, e na medida em que Europa significa civilização europeia, a Europa tem-se radicado cada vez mais no continente ocidental. Línguas como o Francês, o Alemão e o Italiano nunca serão senão europeias: não têm poder imperial. Enquanto a Europa foi o mundo, elas mantiveram a sua posição, e triunfaram mesmo sobre as outras três, pois o Inglês era insular e o Espanhol e o Português encontravam-se no seu extremo. Mas quando o mundo passou a ser o globo terrestre, este cenário alterou-se.

Será portanto entre estas três línguas que o futuro do futuro assentará. ]
(p. 237; tradução com alterações)

18 abril 2010

59 anos do Tratado de Paris (1951), embrião da União Europeia

A Europa está farta de não existir ainda! [...]
A Europa quer passar de designação geográfica a pessoa civilizada!

(Álvaro de Campos, “Ultimatum”, Prosa Publicada em Vida, p. 285)

16 abril 2010

7 anos do Tratado de Adesão à União Europeia de 10 novos países

[...] um polaco ou checo, ou qualquer coisa sem Europa nem vogais [...]

(Fernando Pessoa, Textos Filosóficos, vol. I, IV, 46, p. 135)

28 julho 2009

95 anos do início da I Guerra Mundial (1914)

Ruído longínquo e próximo não sei porquê
Da guerra europeia... Ruído de universo de catástrofe...
Que vai morrer para além de onde ouvimos e vemos?
Em que fronteiras deu a morte rendez-vous
Ao destino das nações?

Ó Águia Imperial, cairás?
Rojar-te-ás, negra amorfa coisa em sangue,
Pela terra, onde sob o teu cair
Ainda tens marcado o sinal das tuas garras para antes formar o voo
Que deste sobre a Europa confusa?

(Álvaro de Campos, “Ode Marcial”, Poesia, 23b, pp. 148–149)

07 julho 2009

Reunião dos Ministros da Economia e das Finanças (Ecofin) da União Europeia

Mandado de despejo aos mandarins da Europa! Fora.

(Álvaro de Campos, “Ultimatum”, Prosa Publicada em Vida, p. 279)

12 junho 2009

24 anos do Tratado de Adesão de Portugal à CEE (1985)

Temos vivido por empréstimo a vida europeia. Salvo quando fizemos as descobertas, fomos sempre atrás dos últimos.

(Fernando Pessoa, Pessoa Inédito, 178, p. 311)

24 maio 2009

672 anos do início da Guerra dos Cem Anos (1337)

Hela hoho, helahoho!
Desfilam diante de mim as civilizações guerreiras...
Numa manhã triunfal,
Numa longa linha como que pintada em minha alma,
Sucessivamente, indeterminadamente,
Couraças, lanças, capacetes brilhando,
Escudos virados para mim,
Viseiras caídas, cotas de malha,
Os prélios, as justas, os combates, as emboscadas.
Archeiros de Crecy e de Azincourt!
Armas de Arras.

(Álvaro de Campos, “Ode Marcial”, Poesia, 23c, pp. 152–153)