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21 janeiro 2013

Produtividade nacional

[...] We do not work enough and we pretend to work too much. [...]

(Fernando Pessoa, “Erostratus”, Páginas de Estética e de Teoria e Crítica Literárias, VIII, 35, p. 207;
em inglês no original)



[ [...] Não trabalhamos bastante e fingimos que trabalhamos demasiado. [...] ]

(idem, p. 256; trad. Jorge Rosa)

10 março 2012

Jobs for the boys?

Professional improbity and inefficiency are perhaps the distinctive characteristics of our age.

(Fernando Pessoa, “Erostratus”, Páginas de Estética e de Teoria e Crítica Literárias, VIII, 36, p. 208;
em inglês no original)




[ A improbidade e a ineficiência profissionais são talvez as características distintivas da nossa era. ]

(idem, p. 256; trad. Jorge Rosa, com alterações)

13 julho 2011

01 maio 2011

125 anos do Massacre de Haymarket (Chicago) e da luta pelo dia de trabalho de 8 horas (1886)

Henry Ford acaba de criar em suas fábricas a semana de cinco dias. E acaba de propor à consideração do mundo, como exemplo a seguir, esta redução filantrópica do trabalho dos seus operários. Sucede, porém, que já se sabe que os fabricantes de outros carros baratos americanos estão entrando pelas vendas dos automóveis Ford; que, ao passo que durante anos Ford produzia mais de metade dos automóveis fabricados nos Estados Unidos, produz agora [1926] apenas cerca de trinta e cinco por cento do total; que as fábricas Ford se vêem portanto confrontadas com o problema da sobre-produção, forçadas a produzir apenas sessenta e cinco por cento da sua capacidade, e obrigadas pois a trabalhar só quarenta horas por semana.

De sorte que, ao proclamar ao mundo como novo lema económico e moral a semana dos cinco dias, Henry Ford, sem ter que inventar para si um novo preceito prático, se limitou a seguir aquele, que é admirável, do mestre Macchiavelli: O que fazemos por necessidade, devemos fazer parecer que foi por vontade nossa que o fizemos.

(Fernando Pessoa, “Os preceitos práticos em geral e os de Henry Ford em particular”,
Crítica, pp. 341–342)

01 maio 2009

Dia do Trabalhador

Tudo, quanto penso ou sinto, inevitavelmente se me volve em modos de inércia.

(Barão de Teive, A Educação do Estóico, p. 36)