(Fernando Pessoa, “Régie, Monopólio, Liberdade”, Crítica, p. 281)
Mostrar mensagens com a etiqueta Grécia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Grécia. Mostrar todas as mensagens
21 fevereiro 2013
165 anos do Manifesto do Partido Comunista (1848)
[...] A humanidade tem-se entretido — desde a formação, na Grécia antiga, do espírito crítico — a idear sistemas políticos e sociais «definitivos» em matéria tão flutuante e incerta como a vida, em assunto ainda tão fora da ciência como a sociedade.
Etiquetas:
* Fernando Pessoa (ortónimo),
Comunismo,
Filosofia,
Grécia,
Polícia
21 julho 2011
2366 anos da destruição do Templo de Ártemis em Éfeso (356 AC)
Não quero a fama, que comigo a têm
Heróstrato e o pretor
Heróstrato e o pretor
(Ricardo Reis, Poesia, II, 50, p. 80)
Etiquetas:
* Ricardo Reis,
Fama,
Grécia,
Heterónimos e afins
08 novembro 2010
336 anos da morte de John Milton (1674)
Milton foi o maior dos poetas modernos porque se serviu da mitologia cristã, em que acreditava, mas alterando-a a seu modo, como um grego à sua.
(António Mora, Pessoa Inédito, 149, p. 272)
Etiquetas:
* António Mora,
Cristianismo,
Grécia,
Heterónimos e afins,
Mitos/Mitologia,
Paganismo,
Poesia
18 maio 2010
Início das festividades de Pã, na Grécia Antiga
O deus Pã não morreu,
Cada campo que mostra
Aos sorrisos de Apolo
Os peitos nus de Ceres —
Cedo ou tarde vereis
Por lá aparecer
O deus Pã, o imortal.
Não matou outros deuses
O triste deus cristão.
Cristo é um deus a mais,
Talvez um que faltava.
Pã continua a dar
Os sons da sua flauta
Aos ouvidos de Ceres
Recumbente nos campos.
Os deuses são os mesmos,
Sempre claros e calmos,
Cheios de eternidade
E desprezo por nós,
Trazendo o dia e a noite
E as colheitas douradas
Sem ser para nos dar
O dia e a noite e o trigo
Mas por outro e divino
Propósito casual.
Cada campo que mostra
Aos sorrisos de Apolo
Os peitos nus de Ceres —
Cedo ou tarde vereis
Por lá aparecer
O deus Pã, o imortal.
Não matou outros deuses
O triste deus cristão.
Cristo é um deus a mais,
Talvez um que faltava.
Pã continua a dar
Os sons da sua flauta
Aos ouvidos de Ceres
Recumbente nos campos.
Os deuses são os mesmos,
Sempre claros e calmos,
Cheios de eternidade
E desprezo por nós,
Trazendo o dia e a noite
E as colheitas douradas
Sem ser para nos dar
O dia e a noite e o trigo
Mas por outro e divino
Propósito casual.
(Ricardo Reis, Poesia, II, 2, pp. 29–30)
Etiquetas:
* Ricardo Reis,
Cristianismo,
Deus,
Grécia,
Heterónimos e afins,
Mitos/Mitologia,
Paganismo,
Religião
01 novembro 2009
Dia de Todos os “Santos”
O cristismo apresenta-se-nos composto de três elementos — o sentimento cristista propriamente tal, o elemento pagão contido na presença daqueles santos que todos hoje sabemos serem apenas sucessores deformados dos deuses, e aquele elemento propriamente religioso que todas as religiões contêm.
Uma diferença idêntica separa o politeísmo grego do politeísmo da Igreja Católica, representado por os seus santos, que, para a maioria das populações nas nações católicas, têm, na devoção e no culto, um lugar acima de Deus.
(António Mora, Obra em Prosa, p. 181)
Uma diferença idêntica separa o politeísmo grego do politeísmo da Igreja Católica, representado por os seus santos, que, para a maioria das populações nas nações católicas, têm, na devoção e no culto, um lugar acima de Deus.
(Ricardo Reis, Prosa, 15, pp. 83–84)
Etiquetas:
* António Mora,
* Ricardo Reis,
Cristianismo,
Deus,
Fé,
Grécia,
Heterónimos e afins,
Igreja Católica,
Paganismo,
Povo,
Religião,
Santos
21 julho 2009
2364 anos da destruição do Templo de Ártemis em Éfeso (356 AC)
Contudo, é admissível pensar que existe uma espécie de grandeza em Heróstrato — uma grandeza que ele não partilha com arrivistas menores que irromperam na fama inopinadamente. Sendo grego, pode conceber-se que possuía a percepção refinada e o calmo delírio da beleza que ainda distinguem a memória do seu clã de gigantes. É, pois, concebível que tenha incendiado o templo de Diana num êxtase de dor, queimando parte de si mesmo na fúria da sua malvada façanha. Podemos legitimamente conceber que tivesse superado os apertos de um remorso futuro, e enfrentado um horror íntimo para alcançar uma fama duradoura.
(Fernando Pessoa, “Heróstrato ou o futuro da celebridade”,
Prosa Íntima e de Autoconhecimento, p. 362; em inglês no original)
Prosa Íntima e de Autoconhecimento, p. 362; em inglês no original)
Etiquetas:
* Fernando Pessoa (ortónimo),
Fama,
Grécia,
Imortalidade,
Loucura
Subscrever:
Mensagens (Atom)